by Betha M. Costa
Com as tuas mãos firmes e santas na pena,
Sentimento, caligrafia e ortografia bem postas,
Dias serenos e de doce felicidade tu apostas,
Em belos sonetos para essa insana morena.
Um verbo, muitos adjetivos, dois pronomes,
Uma pitada de pensar, meia dúzia de sentires,
Depositas os acepipes de versos nos pires,
Para saciar-nos das leituras as várias fomes.
Rondas pelos cantos e encantos deste mundo,
A procura do mais perfeito e delicado poema,
Peregrino solitário a exalar amor profundo...
Ah, Alquimista, como essa insensata pequena,
Inconstante e mutante folha ao vento,
Pode trazer ao teu puro coração algum alento?
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quarta-feira, 10 de novembro de 2010
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Folha Em Branco
by Betha M. Costa
Como folha em branco por ser escrita,
Eu me agarro nas tuas letras perfeitas,
Que são mimos coloridos em fita,
De macios cetins e meus sonhos feitas.
Nas entrelinhas dos antigos sonhos,
Banhada nos mares d'alvas estrelas,
Eu me perco nos sorrisos tristonhos,
Do grande tempo que deixei de vê-las.
A folha branco-solidão de agora,
Atual e nua companheira da lua,
Despede-se com o chegar da aurora:
Amarrados nas suas fitas-rabiscos,
Lanço teus poemas ao cesto de lixo,
Junto com os cigarros e seus riscos.
Como folha em branco por ser escrita,
Eu me agarro nas tuas letras perfeitas,
Que são mimos coloridos em fita,
De macios cetins e meus sonhos feitas.
Nas entrelinhas dos antigos sonhos,
Banhada nos mares d'alvas estrelas,
Eu me perco nos sorrisos tristonhos,
Do grande tempo que deixei de vê-las.
A folha branco-solidão de agora,
Atual e nua companheira da lua,
Despede-se com o chegar da aurora:
Amarrados nas suas fitas-rabiscos,
Lanço teus poemas ao cesto de lixo,
Junto com os cigarros e seus riscos.
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