Mostrando postagens com marcador ser mãe. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ser mãe. Mostrar todas as postagens

sábado, 26 de abril de 2014

Sobre Ser Mãe













by Betha Mendonça

Não foi o anjo Gabriel a avisar que eu ia ser mãe. O “positivo” que sobressaia no exame Beta-HCG como uma profética luz me deu a certeza que sou uma bem-aventurada. A confirmação que algo extraordinário estava acontecendo comigo cobriu-me com uma aura mágica que só quem se descobre grávida sabe como é. Tive essa prazerosa sensação por duas vezes e em cada uma delas não deixei de aproveitar um só momento.

Nunca esqueço a plenitude de ter uma criaturinha a se movimentar em incômodos - que mais pareciam cócegas - enquanto pezinhos chutavam-me abaixo das costelas: o sorriso bobo ao acariciar a barriga toda torta e ter a certeza de estar palpando um bumbum são indescritíveis.

As preocupações com o futuro (que antes não tinham a menor importância) vão tomado forma e rosto com o passar do tempo, onde até sabores dos alimentos se tornavam mais gostosos para quem (como eu) nunca teve uma náusea ou vômito durante a gravidez.

Ser mãe é o sentimento e o dom mais profundo que eu tenho. Nada me é tão visceral quanto o amor por quem fez parte do meu corpo e a quem alimentei com seios pesados de afetos. As sensações com relação aos meus filhos durante os meses de gestação e lactação vão além da separação pelo cordão umbilical.Elas são feitas de pequenos grandes prazeres diários, mudanças físicas, de humores, mas acima de tudo, de uma grande alegria interior.

Mãe intui o que necessita, acontece e sente o filho. Através do olhar apaixonado é capaz de descobrir pequenas mentiras, grandes alegrias, desapontamentos e tudo o que ocorre com sua cria, por que silêncio de filho para mãe diz mais que qualquer Tratado Mãe & Filhos escrito pelo maior dos sábios que nunca foi mãe.

*Imagem - eu e meus filhos quando pequenos